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ROSAS VERMELHAS

ROSAS VERMELHAS

nov 02

Nada a dizer sobre o dia de finados
Eles também se alegram pela luta encarnada
Restauro-me na alegria da vida
Reinventada nas ruas
Pés pulam felizes ante a festa de cores

Sim, somos adeptos da alegria
Irmã da esperança
Companheira da doçura

Entre soluços de alívio
O número dos indecisos
Dos convencidos
Do pessimismo
Vêem o jornal nacional

Nada há a dizer
Só respeito
Compreensão
E pensar mais um poema de Quintana:
‘Esperança’

A todos os que acreditaram
Fica a decisão tomada
E não renunciada
O trabalho assumido…

A todos os que fizeram a cena
Uma questão a lembrar:
Somos parte da história
Daqui a séculos seremos indicados:
“Os “loucos” continuaram no poder
Festejaram bolinhas de papel
Como crianças
Pintaram de vermelho as ruas
Efeminaram a alvorada
Ostentaram rosas ao invés de punhos fechados”

Sim, fomos nós
E quem mais?

Viva o povo brasileiro!

4 comentários

  1. Marina
    1

    É, só resta a esperança mesmo. Seja o que Deus quiser.

  2. Magna Santos
    2

    Marina, segue, então, a você e aos demais, para quem só têm esperança, o poema de Quintana. Penso que a Esperança é bem trabalhadora…incansavelmente, trabalhadora.
    Sigamos.
    Beijos.
    Magna

    ESPERANÇA

    Lá bem no alto do décimo segundo andar do Ano
    Vive uma louca chamada Esperança
    E ela pensa que quando todas as sirenas
    Todas as buzinas
    Todos os reco-recos tocarem
    Atira-se
    E
    — ó delicioso vôo!
    Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada,
    Outra vez criança…
    E em torno dela indagará o povo:
    — Como é teu nome, meninazinha de olhos verdes?
    E ela lhes dirá
    (É preciso dizer-lhes tudo de novo!)
    Ela lhes dirá bem devagarinho, para que não esqueçam:
    — O meu nome é ES-PE-RAN-ÇA…

    Mário Quintana.

  3. Ana Cristina
    3

    "Eu num dissi minina!!!!!
    Já tava iscritu lá em riba."
    Com ou sem os nós-destinos!

  4. Magna Santos
    4

    É verdade, bem que disseste. O Marco Zero estava um mar vermelho de alegria e creio que lá em cima também a festa era boa.
    Agora, vamos trabalhar.
    Beijos.
    Magna

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