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O NADA E O POETA

O NADA E O POETA

mar 20

E o poeta emudeceu
Tornou-se caule
Dos seus pés brotaram flores
Da sua cabeça, raízes
E assim ficou por vários dias
Vertical invertido

“Minhas palavras
Estão se quebrando
Partidas
Anuladas
Findas…”

O vento respondeu:
Não, poeta
Estão caindo
Acolhidas pela terra
Para brotarem

Em seguida.

Para Gustavo de Castro (blog Razão Poesia). As palavras aspeadas foram dele, porque o poeta sempre visualiza as próprias letras.

6 comentários

  1. Hérlon Fernandes Gomes
    1

    Você, com a maestria que lhe é peculiar, resumiu bem essa necessidade de hibernação ao que o poeta precisa se render inexoravelmente.
    Já me senti nessa alegoria desenhada por você!
    Abraços.

  2. Magna Santos
    2

    Atire a primeira bolinha de papel quem não sofreu deste "mal".
    Abraços, Hérlon.
    Que Deus te abençoe!
    Obrigada
    Magna

  3. Tadeu Rocha
    3

    Belo poema Magna. As vezes bate aquela angústia de páginas brancas. Mas ai a poesia vem com tudo. Beijo grande. Acabei de puxar uma cadeira. Vou ficando no sementeiras apreciando seus poemas.

  4. Magna Santos
    4

    Obrigada, Tadeu. Bom você aqui. Você numa cadeira e eu noutra. Teu blog é uma belezura.
    Beijo.
    Magna

  5. João Carlos
    5

    Esse foi pro meu aniversário.Tivesse lido naquele dia estaria mais fekiz ainda!

  6. Magna Santos
    6

    Beleza, meu irmão!
    Passo aproximadamente um mês comemorando meu aniversário, portanto, o teu ainda está sendo comemorado.
    Viva tu!
    Abração.
    Magna

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