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ABSTINÊNCIA

ABSTINÊNCIA

jun 27

O que é esta falta
Esta agonia que dá
Esta ânsia por palavras
Pelo silêncio derradeiro
Que me faz acompanhada
E protegida do abandono?

O que é que se faz
Com este aperto no peito
Este sentimento
Ao mesmo tempo intenso
Embora louco
Sem nexo
Nem sentido
Sentindo…
Até quando?

Quarenta e um anos de vida
E este embaraço
Retrato
De minhas canções loucas
Com letras lamuriosas
Românticas, chorosas
De refrão persistente
Avassalador

Para onde foi meu boi
Que não voltou?
Por que a cuca se escafedeu?
Para onde ela foi
Que me esqueceu?

“Dorme, dorme, menininha,
Já chegou a escuridão…”
*

* musiquinha adaptada do poema ‘Mãe Preta’ de Patativa do Assaré.

7 comentários

  1. Josias Geó de Paula Jr.
    1

    Só a falta no continente permite a delícia da vinda de novos conteúdos. É abstinência necessária.

  2. Magna Santos
    2

    Novos, velhos conteúdos, camarada. Ou nova forma de ver os velhos. Enfim, quando se está em abstinência, é uma confusão até pra falar. Ainda bem que eu escrevo. De todo jeito, você tem razão, é necessária, não pra mim, mas é.
    E vamos ver mesmo o encontro. No blog – No toitiço – surgiu a ideia de comemorar, com um sarau, os aniversários dos poetas no último sábado de cada de mês. Este furou, por causa da chuva, mas quem sabe no final de julho? Achei a ideia ótima. Foi de Carlos Maia.
    Vamos nos falando, tá?
    Abração!
    Magna

  3. Josias Geó de Paula Jr.
    3

    Gostei da ideia dos saraus. Não conheço o No Toitiço, vou conhecê-lo.
    De toda forma temos que nos encontrar, trocar experiências e ideias.

    ps: A abstinência pra mim é ontológica, essencial no ser humano. Inescapável, para resumir.

  4. Querida! Adorei a sua visita ao meu ninho, até então largado pela própria dona! Foi uma surpresa adorável. E venho retribuir a visita, quando me deparo sobre o assunto que me consumiu nos últimos tempos – a abstinência. Gostoso terminar ninando. Gostei.
    De volta. Ao meu ninho e, se me permite, ao seu também. Mas devo confessar que foi a inveja do "inscritos" que me trouxe de volta – fui visitar Geó, depois de muito tempo, e me deparei com um naufrágio que me ressuscitou…
    Voltarei mais vezes. E bem vinda ao ninho vc também!

  5. Magna Santos
    5

    Pelo visto, então, a abstinência anda sendo comum.
    Bom demais tua volta, Ana, pensei que havias desistido do blog. O Naufrágio de Geó é um bom motivo para uma ressurreição.
    Beijos e seja muito bem vinda sempre.
    Magna

  6. Hérlon Fernandes Gomes
    6

    Esse alvoroço todo de sensações é uma afirmação em nós da própria Vida!
    Sempre bom retornar aqui.
    Abraços caririenses.

  7. Magna Santos
    7

    Você disse uma palavra maravilhosa pra isso, Hérlon: alvoroço. É isso mesmo.
    Preciso passar no Arqueologia.
    Abração, meu conterrâneo.
    Magna

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