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TERRA

TERRA

set 20

Tomou emprestado da vizinhança, as estrelas
Amparando o largo céu…
Ela sabia
Antes de qualquer um
Sabia antes mesmo de saber que sabia

Só não sabia onde estava o filho
Que se foi furar pés em espinhos

Terra

Lembrou de todas as dores
Porque elas nunca se foram
Latejam permanentemente nos rostos
Dos novos e velhos do seu povo

Brancos que dividiram terras
Exterminaram caças
Desertaram corações
Queimaram em nome de Deus
Comercializaram céus e chãos…

Venderam esperanças
Compraram solidões

Restou cercas e aperto no peito
Leito
E muitas
Muitas pontes por construir.

10 comentários

  1. Poeta Carlos Maia
    1

    LINDO, LINDO, LINDO!!!!!!!
    Que beleza de poema, Magna!!!!!
    PARABÉNS!!!!

    Abraços!!!!!

  2. Magna Santos
    2

    Eita, Carlos, vindo de você, é um grande presente. Obrigada.
    Abração.
    Magna

  3. Canto da Boca
    3

    Poema cheio de metáforas e referências, Magna.
    Importante refletirmos sobre a sociedade que construímos que alija nossos irmãos daquilo que é seu, que é nosso, por pertença ancestral!

    Belo e profundo, como tudo que escreves.

    Um beijão, e respondi o email, risos.

    P.S.
    Menina, qualquer dia eu vou fazer a biografia do Incerteza, as sombras que me acompanhavam (literalmente), pelas callles e ramblas …

  4. Anonymous
    4

    E das pontes porvir está é a minha preferida.

    domingos

  5. Magna Santos
    5

    "Sociedade que construímos", isto mesmo, Boca. Nossa inteira responsabilidade.
    Vi teu email. Estou inconformada.
    Obs.:fico no aguardo da biografia do Incerteza.
    Beijão!

    Domingos, meu amigo, nesta cidade cheia de pontes, não nos falta mesmo inspiração e esperança. Abraço!

    Obrigada, amigos!
    Magna

  6. Dois Rios
    6

    Versos reais, fortes, pulsantes e belos, Magna! Você anda se superando, menina!

    Beijos meus,
    I.

  7. Magna Santos
    7

    Obrigada pela generosidade, Inês.
    Beijão.
    Magna

  8. Dimas Lins
    8

    Da terra fui gerada
    Pari,
    Parti,
    Piçarra.

    Da terra que me expulsou,
    Queimada,
    Ambição,
    Dor.

    A ponte da minha terra,
    Já não traz,
    Só leva.

    Dimas Lins

  9. Magna Santos
    9

    E este? Vais publicar ou não?
    Maravilha, Dimas!
    Deixa a poesia sair.
    Magna

  10. Ilaine
    10

    Terra e história. Brancos e de outras cores. Dores e solidões que ela vê em seu povo. Raças… e a não aceitação do outro.

    Belo como sempre, Magna!
    Beijo

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