TRAÇOS
TRAÇOS
fev 14Ainda não sei sobre estilo
Traçado
Nome
Ainda não sei de nada
Contento-me em saber que estou viva
Estou em dia
Com minhas interrogações
Apreciando os sabores
Azeitando dissabores
No verdume dos meus cabelos
Meus pés são de arado
Como minhas mãos
Acordo com o sono
E vejo relâmpagos
Rasgando o céu…
A escuridão vai embora
E fico qual Gibran
A correr na tempestade
…
Gosto de tempestades
Falam-me do tempo
E do tanto que ainda não sei
De mim




Magna,
Quem sabe menos de nós do que nós mesmos? O bom da escrita é que ela deixa de ser nossa e ganha vida própria quando ganha o mundo. Desse jeito, alguém entendeu diferente, outro sentiu de outro jeito e no fim nossas palavras são a soma de todos esses sentidos. E esta tua assinatura é por demais complexa!
Quanto à ciranda, depois do carnaval vou marcar. Agora as coisas estão entrando nos eixos e tudo fica mais fácil.
Dimas
Que beleza, Magna! O importante não é mesmo saber de tudo, nem saber de si – em última instância, real e verdadeiramente, na mais clara essência…posto que é impossível. O importante mesmo é estar “em dia
Com minhas interrogações”!
Estar em dia com as próprias interrogações é muito importante. Ser que ainda não sabe. Ser que duvida. Para poder crer. Ao contrário de você, minha cara Magna, eu temo a tempestade. Diante dela – como de outros fenômenos da Natureza – sinto-me pequeno, inerme, ameaçado, amedrontado ( Que é um homem diante de um tsunami ? Toda a sua soberba vai de água abaixo…) A Natureza nos reduz a nossa real insignificância ( aspecto positivo das tempestades )
Sinceramente, amigos, comentários como esses tão generosos, de pessoas pelas quais nutro tanto respeito, admiração e afeto…fico pensando e pesando a minha responsabilidade, quando aqui escrevo. Muitíssimo obrigada. Todos disseram o que já registrei no coração.
Fico então no aguardo, Dimas, da tua convocação. Espero que, dessa vez, repitamos nosso pequeno e grande sarau.
Geó, interrogações são essenciais; vivo por elas, mesmo indo em busca das exclamações, aliás, muitas das primeiras surgem após as segundas e não o contrário.
Edgar, agora fiquei encabulada, pois eu também tenho medo das tempestades, tsunamis e paralelos. No entanto, elas se figuram, isto é fato, como uma limpeza necessária ao ar, ao tempo, talvez, como representações legítimas de grandes mudanças, caindo já no lugar comum. A tempestade nos joga na cara, sem dúvida, a pequenez que somos e isto, creio, é importante demais não perdermos de vista, enfim, o que você falou tão bem.
Abraços!
Magna
Lindo.
Obrigada, Fabi.
Beijão!
Magna
Magna querida,
O que dizer diante dos teus exatos traços ?
Só me resta expressar a vasta admiração pelo o que de ti brota.
Saio daqui com a alma nutrida de encanto.
Beijos,
I.
Muito obrigada, Inês.
Teu Dois Rios anda também me nutrindo. Que pérolas mais lindas que você tem escolhido, pescadora!
Beijão!
Magna
Quando souber de traços, o que sobrará para aprender? Talvez inventar outras essências sabores (e saberes), e prazeres diante da vida e dos acontecimentos. Caminhar sulcando o terreno da poesia, e plantar essas tantas sementes que desabrocham emoção no Sementeiras!
Lindo!
Beijão, querida!
É sempre muito bom, Val, ler tuas impressões aqui. Aliás, aqui, lá no teu canto e em tudo quanto é canto.
Beijão!
Magna