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TRAÇOS

TRAÇOS

fev 14

Ainda não sei sobre estilo

Traçado

Nome

Ainda não sei de nada

 

Contento-me em saber que estou viva

Estou em dia

Com minhas interrogações

Apreciando os sabores

Azeitando dissabores

No verdume dos meus cabelos

 

Meus pés são de arado

Como minhas mãos

 

Acordo com o sono

E vejo relâmpagos

Rasgando o céu…

A escuridão vai embora

E fico qual Gibran

A correr na tempestade

Gosto de tempestades

Falam-me do tempo

E do tanto que ainda não sei

De mim

10 comentários

  1. Magna,

    Quem sabe menos de nós do que nós mesmos? O bom da escrita é que ela deixa de ser nossa e ganha vida própria quando ganha o mundo. Desse jeito, alguém entendeu diferente, outro sentiu de outro jeito e no fim nossas palavras são a soma de todos esses sentidos. E esta tua assinatura é por demais complexa!

    Quanto à ciranda, depois do carnaval vou marcar. Agora as coisas estão entrando nos eixos e tudo fica mais fácil.

    Dimas

  2. Que beleza, Magna! O importante não é mesmo saber de tudo, nem saber de si – em última instância, real e verdadeiramente, na mais clara essência…posto que é impossível. O importante mesmo é estar “em dia
    Com minhas interrogações”!

  3. EDGAR MATTOS
    3

    Estar em dia com as próprias interrogações é muito importante. Ser que ainda não sabe. Ser que duvida. Para poder crer. Ao contrário de você, minha cara Magna, eu temo a tempestade. Diante dela – como de outros fenômenos da Natureza – sinto-me pequeno, inerme, ameaçado, amedrontado ( Que é um homem diante de um tsunami ? Toda a sua soberba vai de água abaixo…) A Natureza nos reduz a nossa real insignificância ( aspecto positivo das tempestades )

  4. Sinceramente, amigos, comentários como esses tão generosos, de pessoas pelas quais nutro tanto respeito, admiração e afeto…fico pensando e pesando a minha responsabilidade, quando aqui escrevo. Muitíssimo obrigada. Todos disseram o que já registrei no coração.

    Fico então no aguardo, Dimas, da tua convocação. Espero que, dessa vez, repitamos nosso pequeno e grande sarau.

    Geó, interrogações são essenciais; vivo por elas, mesmo indo em busca das exclamações, aliás, muitas das primeiras surgem após as segundas e não o contrário.

    Edgar, agora fiquei encabulada, pois eu também tenho medo das tempestades, tsunamis e paralelos. No entanto, elas se figuram, isto é fato, como uma limpeza necessária ao ar, ao tempo, talvez, como representações legítimas de grandes mudanças, caindo já no lugar comum. A tempestade nos joga na cara, sem dúvida, a pequenez que somos e isto, creio, é importante demais não perdermos de vista, enfim, o que você falou tão bem.
    Abraços!
    Magna

  5. Magna querida,

    O que dizer diante dos teus exatos traços ?

    Só me resta expressar a vasta admiração pelo o que de ti brota.

    Saio daqui com a alma nutrida de encanto.

    Beijos,

    I.

    • Muito obrigada, Inês.
      Teu Dois Rios anda também me nutrindo. Que pérolas mais lindas que você tem escolhido, pescadora!
      Beijão!
      Magna

  6. Quando souber de traços, o que sobrará para aprender? Talvez inventar outras essências sabores (e saberes), e prazeres diante da vida e dos acontecimentos. Caminhar sulcando o terreno da poesia, e plantar essas tantas sementes que desabrocham emoção no Sementeiras!

    Lindo!

    Beijão, querida!

    ;)

    • É sempre muito bom, Val, ler tuas impressões aqui. Aliás, aqui, lá no teu canto e em tudo quanto é canto.
      Beijão!
      Magna

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