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ROMÃ

ROMÃ

abr 10

Entre o sol e o chão
Assiste a sua volta:
O menino que não vai
O homem que não acorda
O gato que não mia
O azeite que não tempera…
A rebeldia da vida quando insiste em não fazer

A passarinhada sorrateira conhece-lhe as intenções:
Bênção e fecundidade
Eis a proclamação milenar

Vai ver que é por isso…
Entre o sol e o chão
Assiste de novo:
O menino-corrente
O homem-desperto
O gato-ronronante
O azeite-sedutor
A vida que faz, fecunda, frutifica

Igual ao amor.

7 comentários

  1. luiza
    1

    è isso aí pareá você foi muito mais além do que que eu esperava, essa rumã é filha de uma muito antiga que vive na casa da minha mãe plantada pelo meu avô, daí a minha importância por ela.
    Infelizmente não tenho o teu dom eu sinto mas não sei externar como você; obrida magna por compartilhar estes momentos.
    Beijos
    Luiza

    • Eu que agradeço, pareia, pela “convocação” que me estimulou a percepção.
      E agora que finalmente falaste a história, tua romã me lembrou um jasmim, plantado há quase 70 anos por uma certa avó, cuja neta não teve o prazer de lhe conhecer. O jasmim transformou-se num elo, uma ponte entre céu e terra, passado e presente, avó e neta…tudo fica mesmo mais perfumado. Tua romã, certamente, adocica ainda mais o já vivido.
      Beijão.
      Magna

  2. EDGAR MATTOS
    2

    Somente o poético não se “despoetisa” nunca, pelo menos enquanto Poetas como você continuem acreditando no sortilégio das romãs, provadas a cada janeiro em que a vida renasce fecunda de esperanças…

    • Obrigada, meu amigo Edgar. E eu diria que os amigos muitas vezes não deixam a vida se despoetisar. Há sempre um a nos dar palavras, um sorriso, um livro…
      Abração.
      Magna

  3. João Carlos
    3

    E eu estou aqui! Me deleitando!

    • E eu, João, me alegrando e muito com tua presença amiga.
      Obrigada.
      Abração!
      Magna

  4. E entre o fruto e a sombra, a vida vai acontecendo, plena, saborosa, fecunda, brotando histórias, versos e poesias, nessa milenar forma de espanto!

    Pra variar, lindo, Magna!

    Um beijão!

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