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NOVELO

NOVELO

nov 06

Essa vida…não sei dela
Nada sei
Contento-me com o nó na garganta
Mesmo sinal de interrogação
Que essa mesma vida presenteia

A vida, talvez ela mesma, desenhe-se em mero embaraço
Como um novelo
Fio entre fios
Num eterno labirinto móvel com o passar do tempo

Os nós inevitáveis
Desfeitos após trabalho -
Quando não são feitos cegos.

Os nós abertos
(De ‘olhos’ abertos)
Talvez virem laços
Ou talvez
Descubramos
No momento do aperto…
Eis o fim do novelo.

Para o  poeta Josias de Paula Jr – meu amigo Geó – do Inscritos em Pedra

5 comentários

  1. André Tricolor Virtual
    1

    “A vida, talvez ela mesma, desenhe-se em mero embaraço…”

    Magna, gostei muito e mais linda ainda a homenagem ao amigo Geó!

    A vida tem seu encanto justamente porque não sabemos o que vai acontecer daqui a alguns instantes.

    Abraço.

  2. A vida esse emaranhado de fios, sai por aí tecendo afetos e poesias, e quando enlaça presentes, dá nisso: encontros & emoções, e um texto belo como esse!

  3. Edgar
    3

    Pior, como eu, um nó(velho), enrolado nas próprias e tortas linhas, nas quais escrevo certo ( de não ser bem entendido), entrelaçando mãos e emaranhando sentimentos, sempre à espera de um desenlace feliz, tipo filme de hollyhood ou no(vela) da Globo

  4. Que maravilha, Magna! Sobretudo saber que daquele sumo de niilismo nasce uma flor de vida. Não é à toa que isto aqui é sementeiras.
    Muito obrigado pela dedicatória!
    Lindo poema.

    ps: A culpa do poema de lá foi de Artur ;)

  5. André, Val, Edgar e Geó, apesar da demora da resposta a cada um de vocês(perdoem-me), gostaria que soubessem que vossos comentários são importantes demais para esta minha lida – atualmente relapsa – do ofício das letras. Muitíssimo obrigada.
    Abraços.
    Magna

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