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PARA ARSENIO…

PARA ARSENIO…

out 18

Hoje é um dia para falar de gratidão. Esta mesma que nutro pelos que tive a oportunidade de conhecer nesta vida.

Este espaço verde já me rendeu muitas sementes e uma das mãos que as plantou, várias e várias vezes, foi Arsenio Meira de Vasconcellos Júnior, nosso querido Devorador de Poesia. Com ele, aprendi sobre as palavras generosidade e gentileza.

Sem mais poder dizer e hoje, completando um ano de sua partida, publico aqui uma das suas sementes, por ocasião de um dos aniversários do Sementeiras. Peço desculpas pela escolha, a qual pode parecer arrogante pelo derramar de elogios a mim dirigidos, os quais bem sei, não os mereço. Mas assim era Arsenio e foi dos poucos momentos – único aqui – em que o Devorador de Poesia arriscou-se em improvisá-la. Isto, pra mim, vale ouro!

Segue em paz, generoso amigo!

Muito obrigada por tudo!

Que Deus te guarde, te afague e te ilumine sempre!

Generosidade e Gentileza, Gentileza e Generosidade…

Magna, parabéns minha doce Poeta: digna, o teu dom é a afeição; poeta, o lirismo te acolhe.
Socorro-me neste improviso para fazer jus ao aniversário das sementes lançadas nestes 3 anos de amor às palavras, frutificados num espocar de estrelas, caminhos e versos:

“moinho de ventos
movido a versos
em noites de boemia
agonia
solidão
luz e alegoria

chegou o dia
façamos festa
modesta, imodesta

sejamos gratos
aos sapatos de Deus

Chegou o dia
em que a menina Magna
plantou o tempo
e colheu poesia.”

Um beijo do tamanho do seu afeto humano
do amigo
Arsenio

7 comentários

  1. Domingos
    1

    Dia 18, dia da partida de Dona Celeste 26 anos atras . Dia dos médicos
    Dia do poeta amigo Arsênio. Dia de Magna e sua verdejante missão
    Poética . Missão divina . Os amigos aqui são acolhidos não importa
    onde estejam . Aqui ou nas remotas constelações não há distâncias .
    Tudo é perto .
    Tudo é amor .

    • Quanto a ser lembrado num único dia, Domingos. Aqui e no teu Duda Brama, que já atendeu pelo nome de Fusca (No Toitiço), onde nos reuníamos com o coração nos dedos.
      Aqui, acolá…há sempre espaço pros amigos.
      Obrigada pela presença, pelas palavras e por acreditar que sempre podemos recomeçar.
      Abração!
      Magna

  2. Edgar Mattos
    2

    Reunidos pela mesma saudade nos reencontramos hoje aqui, Magna, neste acolhedor espaço, fértil sementeira dos afetos, onde as amizades nunca murcharão, estejam onde estejam “mesmo nas remotas constelações” pois não há distâncias para os que estão perto do nosso coração.
    Um abraço para você e para Domingos neste dia em que, irmanados, recordamos o amigo Arsênio.

    • Sabe, isso tudo que leio agora é como um suspiro no final do dia. Não de cansaço. Não. Resigno-me às perdas, porque penso que foram encontros que se transferiram para outra época. Como uma promessa que irá se cumprir, sabe?
      Ver você aqui hoje. Vc,o Domingos e eu…isso que nos une na saudade…nem sei mais o que falar. Só sei mesmo é sentir.
      Obrigada, meu amigo.
      Muita paz, luz para nosso Arsenio, seus familiares e todos nós, seus amigos.
      Abração!
      Magna

    • Domingos
      2.2

      Caríssimo Edgar . Aqui é o lugar onde todas as possibilidades
      se encontram .
      O amigo temporariamente ausente diante dos nossos olhos
      torna-se cada dia mais vivo em nossos corações .
      Vivifiquemos a sua memória brindando a poesia que ele vive em
      tom celestial e vivamos a poesia de Magna verdejante e acolhedora
      amiga tão benfazeja que ao meu coração traz regalo e sossego .
      Abraços imemoriais a todos sem nenhuma exceção .
      Que nos encontremos em perdão e amizade para nos olharmos dentro das nossas almas sedentas de poesia e saudosas do amigo Arsênio.

  3. Marquinhos
    3

    Peço licença a todos para me sentar à mesa.
    Conheci Arsênio pelos olhos de Magna.
    Olhos úmidos ao contar da infante ida do poeta.
    Quando um poeta se vai ele não parte, apenas se apressa na reta da eternidade.
    As palavras do poeta em sua ausência ganham tom de presença redobrada.
    As palavras aqui deixadas por todos ao amigo me comovem num híbrido de alegria chorosa.
    Alegria por assistir a resistência das palavras, e chorosa por não ter a brecha no tempo necessária para dizer: o prazer foi meu poeta.
    Fiquem em paz!

    • Sim, não se tem a brecha no tempo, é verdade. Mas talvez no espaço, sim.
      Essa coisa que não entendemos bem chamada vida…ela viceja em que espaço for.
      Então talvez nesse encontro de espaços incomensuráveis se possa sim, o nosso amigo Arsênio, receber este teu afago, mais que isso, este teu reconhecimento, Marquinhos.
      Obrigada.
      Beijo.
      Magna

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