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PRISMA

PRISMA

jul 15

Um arco-íris duplo nasceu diante de mim Como a me pedir pra parar Acordar Lustrar as pupilas A alma Resgatada pela ponta do arco-íris Onde ouro não havia Esquecendo dos bolsos Do tempo Do trânsito Perante aquele sinal do Ourives E eu pequenina A tentar Parei… Dois prismas no ar … Sete cores em duplicidade Não são apenas catorze no...

FÚTIL

FÚTIL

jul 09

Recolhi minha insignificância Num dia de domingo Guardei a sete chaves Sete canções Sete senhas   Não, meu caro, não espere nada de mim Não me espere O tempo   Não, meu caro, não poderei servir-te Ando muito ocupada Decorando a minha casa Com minha insignificância

VERDE

VERDE

jun 20

Das tantas horas do meu dia Eis que se arrastam Sem companhia Os meus pés O olhar para cima me devolve o flutuar Alço às copas das árvores Que me abraçam em túneis Verdes A contrastar com o cinza do céu Nada no puleiro da vida Nada à mão Só o tum-tum-tum vai comigo Anda comigo Segue … Como eu

CLAMOR

CLAMOR

jun 13

Enquanto a morte Assombra caretas A vida Brinca de esconde-esconde Com os transeuntes do tempo   E uma verdade continua a clamar: _ Quem se esconde Adora ser encontrado!

A MORTE

A MORTE

mai 18

Morte é a reticência Disfarçada de ponto final

ENTRE PONTES E CATARATAS

ENTRE PONTES E CATARATAS

mai 04

Enquanto estou na sala de espera, o médico enxerga e retira o que há de errado, colocando outra lente no lugar. É quando me vem o seguinte relato: _ O olho da sua mãe tem 71 anos. A córnea está intacta, nada atingiu a superfície, as nódoas ficaram na profundidade. Um aglomerado de meninos caídos, levantados, uma porção de eternidade, que o tempo nem sempre comporta, transbordou numa...

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