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AGONIA

AGONIA

fev 04

Esse céu nublado que não deixa A lua aparecer por entre as nuvens Acolher os meus antigos queixumes Apreender os mais sinceros perdões São Jorge não é a sombra que penumbra O dragão há muito tempo fugiu A lança no meu coração partiu Espinhos já invadem minha cama … Levanto para dormir Acordo para sonhar Deito para falar Espero pra não fugir Choro o que não sei E o que...

DO NÃO DITO

DO NÃO DITO

jan 26

Às vezes me invade este sentimento do mundo… Calo, querendo falar Choro, buscando sorrir Às vezes me invade este sentimento do mundo Igual ocorre com os poetas… Doces poetas… Quando morrem, deixam saudades Quando vivos Plantam esperanças De poeta, sou nada Sem a mão que me acompanha Às vezes me invade este sentimento do mundo E percebo que nada sou Ou … Não me...

DESPERTAR

DESPERTAR

jan 22

Nesta manhã, resolveu que adiaria seu despertar para não passar mais um dia como sonâmbula. Deita-se novamente. Espicha-se na cama como gato, ronrona e tenta serenar a cabeça que teima em pensar. Adormece. Acorda com os dois pés fora da cama, pois nunca foi chegada a superstições. Tropeça no brinquedo esquecido pelo filho na noite anterior, quando brincou até os dois desmaiarem de sono....

REBELDIA

REBELDIA

jan 16

As palavras passeiam na minha frente, fazendo pouco da minha lentidão. Não que sejam apressadas. Não. Demoram-se nas encruzilhadas, deitam-se nas ruas. Sim, entre jornais e revistas atravessadas. Nem o vento as fazem desaparecer. Chacoalham em cima da lagoa. Refletem-se na água. Deitam na beira da estrada e riem. Gargalham. Depois choram, coitadas, pela solidão humana. São solidárias –...

ESTIAGEM

ESTIAGEM

dez 30

O tempo de estiagem chegou em Sementeiras, instalou-se nas horas aceleradas, acordando os pés para andarem, andarem e andarem. Tenho colhido sementes aos montes nas ofertas dos amigos, nas conversas ao pé do ouvido, nas esquinas onde o carro não pode passar. Agora mesmo chego de um presente há muito esperado. Edgar Mattos, Arsênio Meira, Domingos Sávio, Tadeu Rocha, André Gustavo, João...

ALTERIDADE

ALTERIDADE

dez 14

Cinco minutos para o final do almoço Despedida Ociosidade Alteridade…   Cinco minutos levo Escrevendo letras sem saber dizer   Enquanto isso, lá embaixo Cinco anos me aguardam o chamado Irá fazer a cama, desarrumar armários Sentar pai e mãe à mesa… As palavras visíveis Sentadas Ali na sala … E eu fico, então Sem precisar...

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