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PARA ARSENIO…

PARA ARSENIO…

out 18

Hoje é um dia para falar de gratidão. Esta mesma que nutro pelos que tive a oportunidade de conhecer nesta vida. Este espaço verde já me rendeu muitas sementes e uma das mãos que as plantou, várias e várias vezes, foi Arsenio Meira de Vasconcellos Júnior, nosso querido Devorador de Poesia. Com ele, aprendi sobre as palavras generosidade e gentileza. Sem mais poder dizer e hoje,...

SOBRE RAÍZES, SEMENTES E ESPERANÇA

SOBRE RAÍZES, SEMENTES E ESPERANÇA

set 06

Nasci em 1970, quando o sertão do Ceará ardia uma das suas piores secas. A copa ganha, como para adoçar a boca dos que sofriam a ditadura vigente, não podia molhar o meu torrão. Sim, nossa sede era de água e de justiça. Sertanejo nunca foi besta, meu caro. Decerto, sofremos os mandos e desmandos dos coronéis; acreditamos muitas vezes naqueles que prometiam o que Deus parecia esquecer, mas...

UMA DESPEDIDA

UMA DESPEDIDA

jun 19

Sim, saudade não apenas se diz, é desenhada numa folha branca: pinta-se de vermelho, desenha-se duas meninas de mãos dadas…muitos corações e palavras doces que nem pirulito de morango. A menina maior disfarça o aturdido. Tenta pensar e falar algo decente… Que nada! Um abraço diz mais do que tudo. Há mais covardia no não dito que coragem. Há mais saudade. Casinha desmanchada,...

“O MENINO BALÃO”

“O MENINO BALÃO”

jun 09

Ontem vi um menino balão subir pelas mãos de uma menina-ponte. Parecia que o céu era muito. Mas, aos pouquinhos, chegaram lá e fizeram pontes entre adultos e crianças embevecidas. Um de 7 meses se aventurava nos braços do pai, a febre não era suficiente para deixá-lo desanimar. E uma fila cheia de pessoas interessadas em saber o que o menino balão tinha a dizer. A verdade é que a...

REPUBLICAÇÃO DE ANIVERSÁRIO

REPUBLICAÇÃO DE ANIVERSÁRIO

ago 28

Após dois dias do aniversário do Sementeiras, lembro das velas que não apaguei, das sementes que esqueci de recordar. É o retrato da pressa dos atuais dias, onde a penumbra passageira nem sempre passa rápido. A estiagem do meu sertão deve ter deixado aqui algumas sequelas.   Lá secou o milho, a lagoa, o barreiro que matava a sede do gado. Resistiu, contudo, o jasmim e as gentes que...

ago 08

Há momentos em que o sentimento da desimportância é maior que tudo. Tudo pode funcionar sem mim: O padeiro vai continuar cedo na labuta, independente de eu não comer pão pela manhã. O bombeiro vai soar a sirena ensurdecedora sem ligar pros meus sensíveis ouvidos. O gari na matina trabalha… se durmo ou continuo insone… que lhe interessa se a sujeira de muitos lhe dá o sustento...

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