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MURO

MURO

jul 20

Dez minutos de atraso foram suficientes para perceber o quanto o atraso é permanente na sua vida. Ela estava sempre à espera, disfarçadamente controlada, como um bombeiro a dois passos de uma bomba. Não importa se o coração quase sai pela boca, importante são as mãos não tremerem, o juízo concatenar ideias, as pernas andarem. Para onde? Faz anos permanece em círculos. Vive sentada num...

DIMASLINS.COM

DIMASLINS.COM

jul 18

Há dias atrás tomei um susto ao telefone: - Magna, vou acabar com o Estradar. Era Dimas Lins, com o qual já me acostumei a tecer ricas conversas sobre escrita, projetos, sites, papos sempre envolvidos em espontaneidade e disposição. Julguei, num átimo, que ele pararia de escrever, tendo em vista acompanhar um pouco os momentos de relativa inquietação, decorrente da sua falta de tempo para...

CÉU E TERRA

CÉU E TERRA

jul 12

O céu desce à terra todos os dias Coberto de asas Esfumaça-se nas nuvens Aconchega-se nas flores E pousa entre colinas, Mares Terras Sim, o céu desceu à terra Um novo bebê nasceu E outro Após outro… E outro ser subiu Para descer depois que criar asas O céu desce à terra Por entre fios de telefones Emails Portas abertas Sorrisos de amigos Fraternos Camaradas Céu Terra … Faces do...

FRUSTRAÇÃO

FRUSTRAÇÃO

jul 10

Frustração é encontrar uma vaga para o carro Estacionar Tempos modernos… Vagas lá fora: Faltas lá dentro Vontade represada É dar só um abraço Ao invés de quatro. Para os amigos Domingos Sávio, Edgar Mattos, João Carlos de Mendonça e Arsênio Meira Junior.

A POESIA E OS CINCO ANÕES

A POESIA E OS CINCO ANÕES

jul 03

Trouxe os cinco anões: Zangado, Soneca, Atchim, Dengoso e Mestre. Ainda bem que trouxe o Mestre, não saberia o que fazer sem ele. Estão todos aqui na minha cabeceira, nesta ordem e estáticos à espera de que lhes fale da Branca de Neve. Mas ela está lá na sala, olhos vidrados, fotografando e filmando, sem ligar se estou aqui com sono, sozinha, escrevendo estas poucas linhas, antes de...

SILENCIOSO

SILENCIOSO

jul 01

Liguei para o poeta Não atendeu. Silencioso Como quem escreve uma tese Que ainda não sabe Demora a saber… Só sei que ressuscita de tempos em tempos Como se nada tivesse acontecido Ou tudo Quem sabe? E volta a inscrever Seus versos certeiros Sedutores Flerta com todas as palavras Adere Quando vê uma exclamação Que não usa Mas adere … Em nome da vírgula Da interrogação. Para...

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