InscritosEmPedra
TorcedorCoral
LAMPEJO

LAMPEJO

out 14

Há momentos em que o coração pensa e a cabeça sente … Isto reduz, em muito, a possibilidade de erros

REPUBLICAÇÃO DE ANIVERSÁRIO

REPUBLICAÇÃO DE ANIVERSÁRIO

ago 28

Após dois dias do aniversário do Sementeiras, lembro das velas que não apaguei, das sementes que esqueci de recordar. É o retrato da pressa dos atuais dias, onde a penumbra passageira nem sempre passa rápido. A estiagem do meu sertão deve ter deixado aqui algumas sequelas.   Lá secou o milho, a lagoa, o barreiro que matava a sede do gado. Resistiu, contudo, o jasmim e as gentes que...

ago 08

Há momentos em que o sentimento da desimportância é maior que tudo. Tudo pode funcionar sem mim: O padeiro vai continuar cedo na labuta, independente de eu não comer pão pela manhã. O bombeiro vai soar a sirena ensurdecedora sem ligar pros meus sensíveis ouvidos. O gari na matina trabalha… se durmo ou continuo insone… que lhe interessa se a sujeira de muitos lhe dá o sustento...

PELE

PELE

jul 25

Minha pele me cobre Contendo um pouco de mim Mas meu coração tem asas Minha mente tem asas… Minha alma que não sabe disto Tenta encontrar o caminho Olha pro espaço Escuta passarinhos Viaja no mesmo chão Que não poderá prendê-la… Quando minha pele não mais existir

PRISMA

PRISMA

jul 15

Um arco-íris duplo nasceu diante de mim Como a me pedir pra parar Acordar Lustrar as pupilas A alma Resgatada pela ponta do arco-íris Onde ouro não havia Esquecendo dos bolsos Do tempo Do trânsito Perante aquele sinal do Ourives E eu pequenina A tentar Parei… Dois prismas no ar … Sete cores em duplicidade Não são apenas catorze no...

FÚTIL

FÚTIL

jul 09

Recolhi minha insignificância Num dia de domingo Guardei a sete chaves Sete canções Sete senhas   Não, meu caro, não espere nada de mim Não me espere O tempo   Não, meu caro, não poderei servir-te Ando muito ocupada Decorando a minha casa Com minha insignificância

VERDE

VERDE

jun 20

Das tantas horas do meu dia Eis que se arrastam Sem companhia Os meus pés O olhar para cima me devolve o flutuar Alço às copas das árvores Que me abraçam em túneis Verdes A contrastar com o cinza do céu Nada no puleiro da vida Nada à mão Só o tum-tum-tum vai comigo Anda comigo Segue … Como eu

CLAMOR

CLAMOR

jun 13

Enquanto a morte Assombra caretas A vida Brinca de esconde-esconde Com os transeuntes do tempo   E uma verdade continua a clamar: _ Quem se esconde Adora ser encontrado!

A MORTE

A MORTE

mai 18

Morte é a reticência Disfarçada de ponto final

ENTRE PONTES E CATARATAS

ENTRE PONTES E CATARATAS

mai 04

Enquanto estou na sala de espera, o médico enxerga e retira o que há de errado, colocando outra lente no lugar. É quando me vem o seguinte relato: _ O olho da sua mãe tem 71 anos. A córnea está intacta, nada atingiu a superfície, as nódoas ficaram na profundidade. Um aglomerado de meninos caídos, levantados, uma porção de eternidade, que o tempo nem sempre comporta, transbordou numa...

Página 3 de 1612345...10...Última »