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TorcedorCoral
ZERO

ZERO

mai 30

Zero é nada E mais um pouco Ou o tudo calado É o improdutivo Ou produtivo Desdenhado Zero de comentários… Zero bronca Silêncio que afeta de acordo com o dia E o substantivo vira verbo: Zerei tudoSó não zero o calendário.

PERCURSO

PERCURSO

mai 23

Estudo a sonoridade primordial Aquela que identifica sussurros, choros, sorrisos… Um Eu inteiro Inteiro? Estudo a melancolia das ruas Contida em quatro paredes E um coração Estudo o encanto Que se instala sorrateiro Quando se compreende Se enxerga O até então ofuscado Pelas pupilas dilatadas do medo Estudo Enquanto não posso mudar o destino… Ao menos assim Terei passado o...

APELO À CHUVA

APELO À CHUVA

mai 19

Fui acostumada, quando criança, a te esperar com ansiedade, te festejar com alegria, sapateando nas poças que fazias no meu quintal. Corria atrás de bicas para aflição de uma mãe cuidadosa, que temia uma gripe na filha pequena.Com tua chegada, meus tios sorriam, porque era certeza de colheita farta e mesa abastecida. Eras, portanto, bem-aventurança. Hoje, longe do meu torrão e já...

REMOTO CONTROLE

REMOTO CONTROLE

mai 09

Muitos nessa altura buzinam anunciando o time vencedor. Ela, que acaba de ler o Poema em Linha Reta do Pessoa, não se identifica com o buzinaço, nem tampouco com o silêncio dos derrotados. Não se identifica com esse gosto pela disputa, embora, muitas vezes, se comporte como uma briguenta contumaz. Ah, se soubessem do aperto que sente no peito, certamente teriam piedade dela. A raiva indigesta...

COISAS…

COISAS…

mai 05

Há determinadas coisas Capazes de serem expressas apenas na poesia… E eu nem sei dizer quais Até as chamo de coisas Mas não existem como...

RIMA E SOLUÇÃO

RIMA E SOLUÇÃO

mai 02

Olhos estupefatos presenciaram duas torres irem abaixo como prédio de dominó. Milhares de pessoas mortas por qual objetivo? Tempo das cavernas? Milhões de pessoas se aglomeram comemorando a morte de alguém. Mesmos olhos estupefatos presenciam a cena. Tempo das cavernas? Não. Tempo em que a dor ainda tem valido mais que o amor. OsAMA ObAMA Rima que atrai Rima que revela O ainda não...

BRISA

BRISA

mai 01

Hoje senti uma paz inominável De que não quero viver em ti Não quero Pasmem todos os corações Praguejem todas as amigas Não quero mais E não sei explicar o que aconteceu Talvez o silêncio que me fala Talvez a dúvida que me dá certeza De que não és mais Teu tempo passou em mim Uma paz… Como a sementeira que só despeja a semente Para dias futuros nascer Como a gota humilde que...

SONHO DE PÁSCOA

SONHO DE PÁSCOA

abr 24

- Não faz “cosquinhas” na minha barriga. É onde eu tenho mais. Pára. Vem, Paulinho, me ajuda com ele. Sobe nele, puxa os cabelos. Pára, Jesus, pára! … … - Não, Jesus, não pára! Não pára nunca mais! Não dá pra ler a autoria desta belíssima ilustração. Em email recebido da amiga Nanda, diz apenas que o autor quer permanecer anônimo, apenas assinando:...

PEQUENO RECADO A BANDEIRA

PEQUENO RECADO A BANDEIRA

abr 20

Esqueci teu aniversário, lembrei apenas do índio que compartilha o dia teu. Tu, pequeno como te julgavas, deve se alegrar por partilhar a data com estes esquecidos de tudo. Eles que um dia foram muitos, como testamento, não deixam nem terra nem água, pois não consideram nada como seus. Deixam, como tu: a vida, a lida e o muito do que não têm. Assim, Bandeira, em nome de todos os...

MIRA

MIRA

abr 18

Mais uma vez, as palavras viajam. Preferem o silêncio, o aconchego dos ares que as levem para bem longe. Difícil ter a palavra certa na hora adequada. Difícil também responder em silêncio a quem julga necessitar de discursos, explicações. Nem sempre sei o que dizer…nem o que não dizer. Nem sempre sei ficar em silêncio, mas simpatizo com os momentos, quando as palavras saem pelos...

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